O contexto da criação da CNM

Conforme o movimento municipalista retomava sua mobilização após os anos mais duros da ditadura, era necessário institucionalizá-lo. Várias organizações foram idealizadas, entre elas, a Confederação Nacional de Município. Ela surgiu, portanto, como uma entidade que fosse capaz de substituir um vácuo de posição política deixada pelas entidades de representação de municípios até então existentes.

Nas iniciativas para a formação de uma nova organização nacional, algumas entidades estaduais se destacaram. A Associação Paulista de Municípios (APM) e a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) se engajaram desde o princípio para materializar os anseios dos governos locais.

O pensamento recorrente no período era de que muito do que as federações desenvolviam nos Estados para os interesses dos Municípios perdia-se no âmbito nacional. Acreditava-se que era necessário criar uma entidade capaz de reunir as demandas dispersas dos Municípios que chegavam às associações estaduais, mas não reverberavam no nível federal.