Alberto Torres

A fusão entre o agrarismo e o municipalismo se produz na República Velha com a obra de Alberto Torres. Ele parte de um diagnóstico da situação do Brasil que contrapõe uma realidade abstrata (uma federação que apenas na ficção serve como instrumento de agregação de interesses individuais) a uma realidade concreta, um país real composto por “clãs locais dispersos nos municípios num imenso território” (MELO, 2008, p. 52). Insistindo sobre a vocação agrarista do Brasil, o autor argumentava que nesse país real (rural) – está a essência da brasilidade.