A I Marcha a Brasília

Nos dias 18, 19 e 20 de maio de 1998 aconteceu a I Marcha. Juntaram-se à Confederação Nacional de Municípios e à Frente Nacional de Prefeitos os demais representantes do Conselho Brasileiro de Integração Municipal, CBIM, órgão coordenado à época pela CNM: a Associação Brasileira de Municípios, a Associação Brasileira de Prefeitos, a União de Vereadores do Brasil e as entidades estaduais de municípios. O evento teve o assessoramento técnico da Associação Paulista de Municípios e do Instituto Brasileiro de Administração Municipal.

Mesmo com as características dos pequenos e grandes municípios bastante distintas, foi possível convergir interesses entre a CNM e a FNP na construção de uma pauta única para a I Marcha. Nesse processo foram importantes duas pessoas, o prefeito de Belo Horizonte, Célio de Castro, presidente da FNP, que deu o suporte político, e sua secretária-executiva na entidade, Rosani Cunha, que ajudou na execução das atividades do evento. Em conjunto com o presidente da CNM, eles formularam uma pauta comum de reivindicação com 13 propostas, que expressavam o real sentimento do movimento ao final da década de 1990.

Em termos logísticos, a realização do evento demandou esforços muito maiores. Apesar do auxílio de alguns municipalistas, muitas das atividades recaíram sobre os ombros do presidente da CNM. Nessa sede provisória dentro da AMA, ele começou a fazer ligações e articular a organização e a mobilização da Marcha.

A CNM não tinha recursos para alugar um grande espaço para realizar o evento. Foi feita uma tentativa de viabilizar o auditório Ulysses Guimarães como palco do evento, mas não teve êxito. Depois disso, Ziulkoski entrou em contato com o gabinete do deputado federal Osvaldo Biolchi, que por meio de seu assessor, Ronaldo Santini, conseguiu com um senador a reserva do auditório Petrônio Portela, no Congresso, gratuitamente.